Assimetria entre epifanias quotidianas e a devoração da Terra

Exposto virtualmente em Goma 1,5m - Uma métrica & Um meio para a vida - Arte

17.11.2020 | 21.12.2020

 

Instalação
Título: devoração da terra
Dimensões - diâmetro – 1,5m
Materiais: barbante, bacias, formas de empada, barro colhido no Córrego do Feijão em Brumadinho e Bento
Rodrigues em Mariana - MG.
Data: outubro de 2020.


Desenho
Título: epifanias quotidianas - cascas de cebola e de alho
Dimensões - diâmetro – 1,20m (dimensão dos braços da artista)
Data: outubro de 2020.


Proponho um conjunto de trabalhos realizados no âmbito doméstico|ateliê. Uso o círculo como espaço de reflexão
sobre as assimetrias entre uma descoberta pessoal no diário de isolamento e o horror da prática continuada da
devoração da Terra com foco na destruição da topografia em Minas Gerais.


Individualmente experimento epifanias no diário de isolamento, descubro miudezas, resíduos antes desapercebidos
no cotidiano apressado.  Apreendo instantes realçados pela luz incidindo sobre as cascas de cebola, alhos e passo a
usar esta matéria viva nos desenhos.  Este olhar pro miudinho, pro intimista, pro micro, me sustenta na
compreensão do macro, na compreensão de que nós e a Terra somos uma.


Enquanto isso, e ao mesmo tempo, a velocidade em devorar a Terra aumenta. A Vale/Samarco/ BHP seguem
comendo as montanhas em Minas Gerais. Em plena pandemia de Covid-19, o governo determina que a atividade de
mineração passe a ser considerada essencial, os trens de minério aceleram o lucro e a Vale torna-se uma
corporação. Minas não haverá mais?

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