monumento mínimo 

O projeto de intervenção urbana, de autoria da artista Néle Azevedo, vem se realizando em cidades de diferentes países e culturas. São inúmeras esculturas em gelo colocadas a derreter em espaços públicos onde atraem a atenção dos passantes, provocando uma suspensão do seu trajeto cotidiano.

Numa ação de poucos minutos, ele subverte os cânones oficiais do registro da memória em monumentos públicos, reduzindo o tamanho do monumento a vinte centímetros de altura, tornando-o móvel e fugaz e homenageando homens comuns em lugar de dirigentes e heróis. Com isso realiza uma apreensão concreta, poética e política do espaço, do corpo na cidade e do monumento no espaço coletivo.

Essa proposta plástica do Mínimo como Monumento inserido na cidade se inicia em novembro de 2001, foi tema e objeto da tese de mestrado da artista. Ela pretende apresentar uma leitura crítica do monumento nas cidades contemporâneas, acompanhada de ações que invertem os cânones oficiais do registro da memória em monumentos públicos no mundo ocidental.

Como alternativa à solidez da pedra, oferece a fluidez do gelo, numa clara troca de estabilidade por movimento, de peso por leveza. Em vez de aprisionar a obra em locais fixos empreende uma perambulação por espaços públicos de diversas cidades, estados e países. No lugar da homenagem ao herói, ou à autoridade, promove a celebração do homem comum.

Nas intervenções realizadas até o final de 2004 as esculturas em gelo eram colocadas apenas uma ou duas em cada local escolhido e derretiam. A experiência se repetia em diversos pontos de cada cidade percorrida. O Monumento Mínimo foi levado, nesse formato, a diversas cidades no Brasil como Campinas, São Paulo, Brasília, Curitiba e Salvador, e também a cidades de outros países como Havana, em Cuba; Tokyio e Kyoto, no Japão.

A partir de abril de 2005, opta pela concentração de grande número de esculturas em um só local. Uma espécie de monumento coletivo que desaparece.

 

Essas intervenções foram realizadas em abril de 2005 em São Paulo, na Praça da Sé (marco zero da cidade), em junho de 2005 em Paris, nas escadarias do L´Opera e na Mairie du 9émè em novembro de 2005, novamente em São Paulo nas escadarias do Teatro Municipal (arquitetura inspirada na Òpera de Paris). Em 15 de junho de 2006, na cidade de Braunschweig, Alemanha, no Porto em Portugal na praça Dom João I no dia 22 de setembro de 2006. Na cidade de Ribeirão Preto, em São Paulo em setembro de 2007, na Piazza della Santissima Annunziata em Florença, em outobro de 2008 e na praça Gendarmenmarkt em Berlin em 02 de setembro de 2009.

 

Em 2010 o Monumento Minimo foi chamado a abrir a Article Biennale em Stavanger na Noruega. No ano de 2012 interveio em três diferentes cidades: Amsterdam, praça SPUI, em 16 de abril no FLAM, Forum of Live Art, em 22 de agosto abriu a Jornada de Direito Ambiental Faculdade de Direito da Universidade Pública de Santiago do Chile e em 22 de outubro abriu o Ulsterbank Belfast Festival at Queen's, Custom House Square, em Belfast na Irlanda do Norte.

Na intervenção no Memorial da América Latina, em 22 de fevereiro de 2013 Néle colocou em meio às esculturas em gelo, uma escultura feita com o seu próprio sangue. Em 2014, dia 2 de agosto, na Praça Chanberlain Birmingham-UK o Monumento Mínimo alcançou a escala monumental de 5000 esculturas e neste mesmo ano em 28 de outubro abriu a exposição “¡ejemplos a seguir!” nas escadas do MALI, Museu Nacional de Lima-Peru.

percurso do monumento mínimo

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